"“O que é isso?” Nenhum deles sabe o que poderia ser.




Tudo teve início quando um comprador de antiguidades, o americano Wilfrid M. Voynich, adquiriu de um antigo colégio de jesuítas na Itália um estranho livro de caracteres indecifráveis até os tempos atuais, tendo em anexo uma carta com data de 1666 se referindo ao antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Boêmia (hoje região da Alemanha)
O livro estranho foi parar em Nova York depois de morte de Voynich e sua esposa. Por sua vez, o comprador, Hans P. Krauss, o doou para a biblioteca da Universidade de Yale.
O denominado “ Manuscrito de Voynich” tem 235 páginas contendo ilustrações de plantas desconhecidas, quase bizarras, e é escrito em um idioma desconhecido em toda a face da Terra. Há também espécies animais já extintas (?), imagens sobre os temas astronomia, anatomia, além de calendários e figuras de humanos. Há estranhos caracteres, ilustrações de flores e plantas nunca vistas e mulheres nuas que se divertem em banheiras conectadas a estranhos encanamentos.
Outros detalhes intrigantes do manuscrito são planilhas mostrando peças astronômicas vistas por um telescópio, ou ainda células vivas observadas por microscópio. Nas mesmas planilhas, um enigmático calendário com figuras, ou desconhecidos signos zodiacais.
As várias teorias
As teorias sobre o livro e sua escrita enigmática variam, desde fraude, ou uma brincadeira de quem pensava em intrigar a sociedade. Mas, de acordo com estudiosos, a repetição de determinados caracteres indicam uma espécie desconhecida de informação, e não uma brincadeira à base de rabiscos sem propósitos.
Outros passaram a acreditar que a escrita vinha de uma língua artificial. Mas, nem mesmo a língua “Ignota” criada por Hildegarde de Bingen se assemelhava aos caracteres do livro.
Quem tentou e quase conseguiu lançar uma luz sobre o assunto foi o botânico Hugh O’Neill, em 1944. Sua conclusão era a de que algumas daquelas plantas representavam espécies do Novo-Mundo, o que provocaria hipótese sobre a confecção do livro após o ano de 1492, data em que Cristóvão Colombo pisou na América trazendo sementes de girassol e pimenta.Mas, nos desenhos, a pimenta é colorida em verde (ao invés de vermelha) e a identificação de um girassol nas ilustrações gerou dúvidas.
William Romaine Newbold causou outro alvoroço em 1919, ao anunciar que o livro era obra do filósofo inglês Roger Bacon e que o mesmo conhecia a utilização de telescópios e microscópios.Sendo assim, de acordo com Newbold, Bacon conhecia a formação em espiral da vizinha galáxia de Andrômeda, bem como os micróbios, organismos invisíveis a olho nu, e ainda a formação do embrião partindo da união do espermatozoide e do óvulo..
O mistério continua
Parece ser uma espécie de manual ou almanaque voltado para botânica, astronomia e biologia, ou mesmo uma apostila com noções básicas de ciências naturais.
Durante a Segunda Guerra Mundial, peritos militares suspeitaram que o manuscrito pudesse representar informações sigilosas e de espionagem e tentaram destrinchar a inscrição toda mas não conseguiram encontrar uma fórmula para a decodificação do documento.
É de conhecimento público várias falsificações através da história, mas esse tipo de ato sempre buscou um ganho, uma vantagem. Mas , no caso do “Manuscrito de Voynich”, quem se interessaria em produzir trabalhosamente um enigma em mais de 230 páginas sem qualquer intento?
Uma enorme comunidade de cientista, composta de historiadores, bibliófilos, criptógrafos e linguistas, debruça sobre o pequeno livro de 18 por 23 centímetros de comprimento. No entanto, o mistério persiste.
Quem conseguir decifrar mais esse enigma da Terra, poderá entrar para a história.
Fonte: [ Agora Vale ]
Os livros proibidos e queimados pela Inquisição no Brasil

Uma pessoa especial me disse: "eu não temo as bruxas, tenho muito respeito por elas. São seres que merecem muito respeito."
O importante é que o ponto de vista dessa amiga especial abriu um horizonte mais ameno, e eu passarei a julgar com menos severidade a mim mesma e aos que me cercam. A exigir menos de mim e das outras pessoas, pois quem pode saber o motivo de cada um?
Ao longo da História a humanidade tratou e compreendeu a morte de modos diversos, da relação de maior intimidade (lavando seus mortos, preservando seus corpos, adorando seus ossos) até a total repulssa e negação (como é mais comum em nossos dias). Mas, a bruxaria e outras escolas mágicas sempre manteram uma estreita afinidade e respeito pela morte, pois representa para nós a passagem deste mundo de sonho para o Outro Mundo, onde habitam os Antigos e onde encontramos a verdadeira Sabedoria.
Os ossos, e em especial, o crânio é elemento muito comum e importante nos altares de bruxaria.
Nos diz Evan John Jones, em seu livro Sacred mask, sacred dances:
Já para Gerald Gardner:
"... quando o Deus não estava presente, ele era representado por uma caveira e ossos cruzados. A morte e o que está além. A Sacerdotisa de pé com os braços cruzados representa a caveira com os ossos em
cruz. Abre seus braços em posição de pentagrama, que significa regeneração".
Alex Sanders (foto) também devia saber muito bem disso.
Além do que já foi dito, o crânio é também o canal para o fortalecimento e contato com a "companhia oculta", ou seja, um local onde o espírito de uma bruxa(o) morta(o) possa "habitar" quando chamado a aconselhar e inspirar o clã. Para isso, existem ritos próprios em cada Tradição ou Escola de Mistérios.
A Rosa da Alma
Esta noite eu morri.
Mirei o sol do poente e com ele mergulhei na linha do horizonte.
Mergulhei, sumi por entre os ramos da Grande Floresta.
Juntei-me e Ti.
Meu corpo jazia sobre um leito,
Uma grande laje por entre as pedras.
Ali, um grande roseiral crescia enquanto meu corpo se decompunha.
Os ramos se entrelaçavam por meus membros brancos,
Os espinhos furavam a carne e um vento gelado açoitava meu cabelo.
Então eu vi.
Sobre meu corpo:
Quando não mais que ossos descarnados e claros havia,
Mesmo assim o roseiral crescia
Tomando meus ossos, por entre eles se estendia.
Vi
Que mesmo assim cresciam botões
Que se transformaram em rosas
E elas cobriram meus ossos, invadiram meu esqueleto
E tornaram meu túmulo um jardim
E meu crânio um vazo para uma bela rosa
Havia, além desta, uma porta.
E além dela uma estrada longínqua.
Segui.
Pequenas e delicadas pastilhas de pedra brilhante conduziam.
E lá, numa colina distante,
Soçobravam ao vento torres, contra um céu noturno e estrelado.
E ouvia-se o quebrar constante de ondas num penhasco triste e solitário.
Segui.
Novos e mais belos roseirais se abriam a minha passagem
Como se guardiões fossem da jornada.
E como gotas de sangue sobre a noite, as rosas exalavam seu aroma Misterioso na madrugada
Consegui.
Deparei-me com a Morada.
Lá estava Ela.
Uma porta aberta, um salão amplo, uma luz diáfana.
Uma roseta de mosaico formava o chão sempre girante.
Sempre novas e interessantes saídas ou entradas se mostravam
A todo instante.
No centro a Fonte. Da morte? Da vida?
E naquele líquido suave me dilui e constei,
Transformei-me e permaneci,
Existi e tornei.
Encontrei-me
Novamente sobre a laje,
Do meu corpo, em sono profundo
No vale uma tênue luz rosada despontava.
por Luz le Fay
Os unguentos de vôo eram feitos com flores, bagos, folhas e raízes que tivessem propriedades tóxicas e alucinógenas. Esta pasta era passada nas mucosas e dobras do corpo. Muitas histórias contam que as bruxas passavam o unguento no cabo das vassouras e nele se esfregavam pois a fricção aumentava a eficácia das toxinas.
Datura stramonium L.
Aconitum napellus L.As flores roxas em forma de capuz do acônito acolhem uma alta toxidade. Esta é erva sagrada para Hecate, a Mãe Bruxa, altera os batimentos cardíacos e produz sensação de queda ou vôo.
Cicuta visoraÉ no talo das pequenas flores rendadas da cicuta que se encontra um poderoso néctar venenoso. Esta toxina intensifica a sensação de deslizar pelos ares. Para acelerar o efeito as bruxas deviam aplicar o unguento nos genitais.