quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tudo vale a pena SIM!

Não sei dos motivos que levam um ser humano a ter a péssima idéia de criar um animal quando não gosta de animais.
Porque nem venha me dizer que "gosto de gatos porque eles são tão fofinhos e lindos", como se isso fosse motivo suficiente.
Fofinhos e lindos são também os bichinhos de pelúcia!
Essas pessoas deviam se contentar com uma fofura NÃO VIVA!

Estou dizendo isso, com tamanha indignação, porque desde ontem um pequenino gatinho está miando aqui por perto da minha casa. Só hoje, passando pela calçada o encontrei. Estava em cima do muro do vizinho, tadinho. Faminto, e pior: com os olhinhos colados por uma infecção!

Coloquei leite para ele, mas o pobrezinho além de não enxergar provavelmente estava assustado e febril devido a infecção.
Fui buscar água fresca, algodão, soro fisiológico e pomada, que por sorte tenho aqui.
Algumas pessoas que viram meu empenho logo disseram "menina, não pegue nisso não, sabe lá que doença o gato pode ter", a outra "ele deve ser cego".

Resultado, depois que fui limpando os olhinhos do gato, ele soltou o pus dos olhos e depois de limpos estavam absolutamente normais. O bichinho voltou a enxergar! Passei a pomada e coloquei-o de volta no muro com uma generosa tigela de leite com ração.

Digo que tudo vale a pena sim pois vocês não imaginam minha alegria quando o gatinho voltou a enxergar!

Não posso adotá-lo pois já tenho 3 gatos e um cachorro.
Mas, se alguém quiser ficar com o bichinho é só falar, ele é macho, mourisco.
Vou tirar umas fotos dele e posto aqui mais tarde.

Beijos no coração.

Ps. Esse tipo de coisa acontece porque os donos irresponsáveis não castram seus gatos. Saibam que machos podem ser castrados por apenas 70 Reais em qualquer veterinário. As fêmeas são um pouco mais custosas pois se trata de uma cirurgia de esterectomia: 130 Reais.
Mas vale a pena, é tranquilidade para o resto da vida do bichinho e do dono hehehe.

Miss Imperfeita



Vale compartilhar com vocês o belíssimo texto de Martha Medeiros - Jornalista e escritora


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!E, entre uma coisa e outra, leio livros.Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.Você não é a Mulher Maravilha e nem a Super-Mãe-doSuper-Boy, ou a Mulher Biônica (lembra dela?). Você é, humildemente, uma mulher.E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.


Fonte: Jornal O Globo

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

On line

Olhaê! Gostaria de agradecer aos meus leitores, que embora não comentem, eu sei que lêem minhas postagens, e que visitam esta casa!
Um abraço forte em todos vocês!
Agora, vocês que estão neste momento on line aqui, ou seja estão na minha sala de visitas, na minha cozinha de bruxa, dando uma espiada nos meus livros na estante... enfim, um beijo nas suas bochechas!
Muito obrigada pelas visitas especialmente do pessoal aí do Rio, do interior de Sampa e até do Canadá!!! \O/ uhuuuu
Espero o comentário de vocês, digam se estão gostando do blog, façam perguntas, sugestões, etc.
É isso!
Beijos e muita Paz e Luz a todos!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tantas coisas que não compreendemos...

Ela chegou em casa.
Como de costume, deixou os sapatos na entrada, para não trazer para dentro do seu lar as impurezas da rua.

Pendurou a bolsa no cabide do escritório e logo sentiu o corpo esguio e macio de sua gatinha enroscando-se em suas pernas.

Com uma exclamação doce, tomou a gatinha em seus braços e a beijou.

Foi quando olhou naqueles enormes e azuis olhos felinos, e viu...

A princípio não passou de uma impressão, mas depois, por um segundo, pensou se tinha visto o que tinha visto, realmente.

Voltou a olhar.

E as pupilas da gata estavam lá, dilatadas, fixando algo muito interessante acima da cabeça dela.

Foi quando viu novamente, e agora não havia mais dúvidas.

No espelho da pupila negra e dilatada da gatinha ela viu seu próprio reflexo e, atrás de si, enormes asas brancas!

Imediata e instintivamente soltou a gata e virou-se para ver o que havia atrás de si mesma.

Nada.

Nada além da sala iluminada de sua própria casa, tendo ao fundo a visão da gatinha andando alegremente em direção a vasilha de ração.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Todo mundo, vamos lá!
Unidos pelo ideal da paz no mundo!
Um evento realmente ecumênico, pois você pode meditar em sua casa, em seu templo seja ele qual for, seja sua crença qual for!
18h do dia 12 de outubro medite e vibre pela paz no mundo!
Encontro com você na meditação! heheheh
Paz e Luz!

sábado, 3 de outubro de 2009

Casta Diva


Amanhã a Lua estará em sua claridade máxima, o que chamamos de Plenilúnio. Muitas pessoas olham para a Lua Cheia e ficam mudas diante do seu explendor e beleza. Mas, sobretudo, a Lua encanta porque nos dá uma dimensão da nossa vunerabilidade ante o universo, sendo ela, a Lua, aquela dentre os astros a mais próxima de nós...
E ficando tocados pela luz prateada da Lua Cheia, muitos querem dizer algo, sentem a vontade súbita de lhe dirigir glórias, versos. Desse modo, acho interessante conhecerem os versos que osto abaixo. São de um trecho da Ária Casta Diva, da ópera Norma, de Vincenzo Bellini. São belos versos e súplicas à essa companheira inseparável da Terra. Salve Diva Gloriosa!


50 a. C.
A Gália está ocupada.
A lua brilha no bosque sagrado onde os druidas se reúnem. Ante a vontade dos gauleses de se lançarem contra o jugo romano, a sacerdotisa e vidente Norma tenta acalmar os ânimos, pois está escrito no Céu que Roma há de cair, mas não por agora nem pela mão dos gauleses. Invoca então a lua, a Casta Deusa, enquanto começa a recolher o visco sagrado e todos se prostram.

Norma:
Casta Diva, che inargenti queste
sacre antiche piante,
a noi volgi il bel sembiante
senza nube e senza vel.
Casta Deusa, que ilumina
estas ancestrais plantas sagradas,
volve a nós teu belo rosto
sem nuvens nem véus.

Oroveso y Coro:
Casta Diva, che inargenti
queste sacre antiche piante,
a noi volgi il bel sembiante
senza nube e senza vel!
Casta Deusa, que ilumina
estas ancestrais plantas sagradas,
volve a nós teu belo rosto
sem nuvens nem véus.

Norma:
Tempra, o Diva,
tempra tu de' cori ardenti,
tempra ancora lo zelo audace.
Spargi in terra quella pace
che regnar tu fai nel ciel.
Acalma, oh Deusa,
acalma tu os corações ardentes,
acalma também o segredo audaz.
Derrama sobre a terra aquela paz
que fazes reinar no céu.

Oroveso y Coro:
Diva, spargi in terra
quella pace che regnar
tu fai nel ciel
Oroveso e Coro:
Deusa, derrama sobre a terra
aquela paz
que fazes reinar no céu.
Texto: Ária Casta Diva (da ópera Norma), de Vincenzo Bellini.
Maravilhoso domingo enluarado para todos!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Beija-flor rima com amor



Por volta das 14h, estava eu placidamente sentada na rede da minha sala, pensando na vida quando escuto um som tipo "frruuuuzzz", e vejo um vulto pequenino passar pelo ar. Amig(a)os leitor(a)es era um belíssimo beija-flor! Ele entrou pela varanda e veio até onde eu estava, ficou pairando e me encarando por alguns segundos, durante os quais eu devia estar com a maior cara de boba hehehe. Imaginem como fiquei feliz com a visita!!


Mas, devo lhes dizer que essa não é a primeira vez que isso acontece. Já recebi a visita de um beija-flor em minha casa pelo menos unas 3 vezes esse ano. Fora os encontros na praia e no bosque onde faço minhas caminhadas.


Sempre amei passarinhos, desde muito pequenina. Meu pai me conta que sempre que eu ouvia no rádio ou alguém cantava uma música, que não lembro o nome, mas que era assim: Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho e voou, voou, voou, a menina que gostava tanto do bichinho, chorou, chorou, chorou..." Nossa! Até hoje sinto vontade de chorar...


Mas bem, sempre gostei de passarinhos e o beija-flor é deles o mais lindo, não acham? Dizem que ele é mágico hehehe

Até nos filmes eles me aparecem! Ontem mesmo eu assitia O curioso caso de Benjamin Button, e lá estava o beija flor... não vou contar, quem viu o filme sabe e quem não viu veja, vale a pena!!


Segundo o Xamanismo o beija-flor é uma das raras aves que exterioriza muita delicadeza e suavidade. Ele simboliza cura, amor romântico, claridade, graça e proteção espiritual.

O xamã que tem no beija-flor seu Animal de Poder é uma pessoa que busca sem cessar o contato com sua energia interior, com a sua magia e que busca muito a contemplação e a unicidade com o meio-ambiente. O xamã beija-flor é um mensageiro do Grande Espírito, que veio para trazer a mensagem de cura para a humanidade, para curar suas doenças emocionais.

Este Animal de Poder nos dá claridade para enfrentar os obstáculos da vida com muita serenidade e autoaceitação. O beija-flor nos ensina a suavidade do viver. Viver contemplando tudo que há, todas as pessoas, a humanidade e principalmente nos remete a buscar nosso estado de graça universal.

A proteção espiritual também é um aliado muito forte deste Animal de Poder, já que ele atua como arquétipo do amor as energias e fluidos que ele capta sempre são energias de altíssima frequência vibratória.

Assim sendo, ao meditarmos no beija-flor unimo-nos à egregora do Amor Incondicional, que sustenta todo este Universo – manifesto e imanifesto.

Talvez o beija-flor seja meu animal de poder, talvez seja o portador de alguma mensagem...

Os Astecas acretivam que os beija-flores eram a reencarnação dos maiores guerreiros.
Eu não sei porque, mas acho que o beija-flor é como um espírito, um ser que transita entre esta matéria e o universo espiritual...

Bem, se alguém souber mais simbologias do beija-flor, ou tiver alguma idéia do significado de tantos beija-flores in my life, por favor fale!

Beijos e flores para todos!


No amor e na paz profunda.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Brasil Oculto


Os antigos já previam a descoberta do Brasil. De acordo com Carlos Coelho, a Ilha do Brasil, ou Ilha de São Brandão, ou ainda Brasil de São Brandão, era uma das inúmeras ilhas que povoavam a imaginação e a cartografia européias da Idade Média, desde o alvorecer do Século IX. Também chamada de "Hy Brazil", essa ilha mitológica "ressonante de sinos sobre o velho mar", se "afastava" no horizonte sempre que os marujos se aproximavam dela. Era, portanto, uma ilha "movediça", o que explica o fato de sua localização variar tanto de mapa para mapa. Segundo a lenda, "Hy Brazil" teria sido descoberta e colonizada por São Brandão, um monge irlandês que partiu da Irlanda para o alto mar no ano de 565.
Como São Brandão nascera em 460, ele teria 105 anos quando iniciou sua viagem.
O nome "Brazil" provém do celta bress, que deu origem ao verbo inglês "to bless" (abençoar). "Hy Brazil", portanto, significa "Terra Abençoada".
Desde 1351 até pelo menos 1721 o nome "Hy Brazil" podia ser visto em mapas e globos europeus, sempre indicando uma ilha localizada no Oceano Atlântico. Até 1624, expedições ainda eram enviadas à sua procura.
A Ilha da Bem-Aventurança, Ilha dos Bem-Aventurados, Ilha Venturosa, ou Terra da Ventura, por vezes associada à Agharta, é também a Nova Lusitânia, a Terra de Vera Cruz. como que uma extensão de Portugal, ou Lustitânia, terra das luzes.

Símbolo da Ódem de Cristo


Pouco se estuda e se fala num Brasil secreto, de missão incontestável neste planeta, cujo símbolo primeiro é a cruz, mas não necessariamente a cruz católico-cristã. A cruz que ostentavam as bandeiras das naus que aqui aportaram era de braços iguais, com uma rosa em círculo de espinhos rodeada.
A missão das naus cabralinas foi mais que fincar posse da terra descoberta, foi unir dois povos reais, os Portugueses e os Tupis. Afirma Vitor Manuel Adrião (2004, p. 175):

"Assim como Frei Henrique Soares, Franciscano missionário de Santa Cruz de Coimbra, foi o primeiro representante vivo da Autoridade Espiritual de Mariz em solo brasileiro, igualmente Pedro Álvares Cabral foi o primeiro representante vivo do Poder Temporal de Mariz(1) na mesma Terra Venturosa de Vera Cruz, assim se outorgando por correspondência simbólica os três Caprinos de suas Armas aos descendentes da antiga Cária e presentes Sumos Dignatários da Nação Tupi: Tibiriçá (Rei e Sacerdote) - Saixê (Sacerdote) - Icaraí (Rei), atributos notórios de Melki-Tsedek o 'Planetário da Ronda' como Caprino ou Kumara(2) Primordial (...)".


Bandeira Real do Brasil (1822)

Isso não é estranho se soubermos que Pedro Álvares Cabral herdou de seu pai Fernão Cabral o conhecimento da Corte Hermética de D. Afonso V. Rei Alquimista, e teve acesso ao saberes cabalísticos da Sinagoga de Belmonte, onde teria aprendido o sentido oculto da Navegação Hermética.

De onde deduz-se que a cultura de Pedro Álvares Cabral não era vulgar, mas iniciática, sendo talvez por isso que em plena perseguição às práticas judaicas tenha ele acabado seus dias esquecido e desprezado a despeito de sua grande realização.

Nos diz o professor Henrique José de Souza (1941 apud Adrião, p. 176):

"A missão de Cabral não é mais do que um condicilo para o espiritual Testamento de Cristovão Colombo. Foi ele - como Pedro - a Pedra fundamental, ao raiar do século XVI (1500), do Grande Edifício Humano. Por isso a capital baiana de Cristovão colombo traz o nome de Cristo ou Salvador, enquanto do outro, Baía Cabralina ou Vera Cruz. "



Brasão de Cabral


E se referindo à bandeira:

"Ano de 1500! Ano de Cristo ou Cristiano, como o verdadeiro Rosacruz. Sim, a rubra (ou ensanguentada ) Flor Crística (cor da referida Ordem - de Cristo - em Portugal) cercada de espinhos... no centro de uma Cruz".

O fato de alguém usar o nome de Pedro Álvares Cabral e adotar por Brasão vários ramos de uma árvore (a árvore genealógica dos Kumaras ou Cabires), tendo em baixo no escudo dois cabritos, e em cima um outro cabrito menor, formando a tríade, a Trindade Kumária ou Pai, Mãe e Filho, demonstra no mínimo conhecimentos esotéricos!

Pedro álvares Cabral - Pedra Alva de Capris, Capricórnio, Kumara.

Cristovão Colombo - A colomba Crística, o Espírito Santo.

Linha de Serapis

Ferreiros do seio da terra, os que laboram com o Fogo Terrestre ou Kundalini. O Fogo de Marte que fixa Saturno (Sat-On) na Terra.


Talvez estivessem realmente certos os que chamavam o Brasil de A Terra Venturosa, e esperemos que o futuro reserve a esse povo ecumênico por natureza, raio e formação, dias de mais paz e amor.

1. Poucos conhecem o seu nome, pois ela é inominável. A Ordem de Mariz exteriorizada teve no plano físico, em Portugal, três nomes que escondiam a genuína. A Ordem Templária, a Ordem de Cristo e a Ordem de Aviz. A Ordem de Mariz faz parte de outra ordem maior, que actua desde os primórdios da humanidade. É uma Ordem guerreira e inciática; os seus menbros , alguns conhecidos da história humana, reencarnam, quando necessário e o karma permite, em determinado país, para lhe dar o devido impulso. E assim, temos as grandes epopeias e os grandes feitos heróicos. Em Portugal vemos a influência da Ordem de Mariz muito antes da vinda dos Templários. Portugal faz parte ainda dos restos do antigo Continente, a Atlântida. Muitas das pessoas actualmente encarnadas em Portugal viveram nesse Continente. Grandes karmas foram aí engendrados e as suas causas obrigam-nos a redimi-los em civilizações seguintes. A Ordem de Mariz fez-se sentir já, e também, quando os romanos estiveram na Lusitânia, preparando os eventos que se seguiram para o nascimento de Porugal.

2. Kumaras, Cabires ou Cábiros são seres elevados que instruem a humanidade. Ver mais em: Blavatsky, H. P. A Doutrina Secreta; e no site
http://web.pib.com.br/nominato/a_grande_fraternidade_branca.htm

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Deixe o silêncio falar


Vocês devem ter cuidado com a palavra, sabiam? A palavra é uma coisa bem perigosa. O mito mais popular do mundo diz que o Demiurgo criou o mundo apenas com a palavra! Pois é, a palavra cria, a palavra destrói. Pa - Lavra. Cava sulcos no terreno fértil, a pá cava, a pá lavra a semente do verbo... É também com a pá que se cava o túmulo, que se joga a cal...
Depois que são proferidas ou escritas não são mais nossas. Um palavra dita é uma folha semeada ao vento, nunca se sabe onde vai parar.
Isso nos leva a pensar sobre o ato de falar como expressão do pensamento, pois este vem antes da fala não? Mas o pensamento é do âmbito íntimo do ser humano, nós ainda não podemos ler a mente, ainda bem! Então o que precisamos lembrar é de ouvir nossos pensamentos antes de falar! Já pararam para pensar sobre isso? Parece que precisamos sempre ter algo a dizer. O silêncio, a propósito, é uma coisa meio condenável neste frenesi do mundo da informação. O silêncio incomoda aos que não falam e aos que não ouvem...
Se não me engano é Balandier, um antropólogo francês, que tem um texto fantástico sobre o dever da palavra. Neste texto ele fala da tarefa que o cacique tem de todos os dias subir num tronco, no centro da aldeia, e falar. Não importa o que ele diz, ninguém sequer escuta o teor da fala, o que importa é ele falar. No dia em que ele não estiver lá falando vira um deus-nos-acuda, pois quebrou-se o rito da fala, da palavra. Nunca esqueci esse texto...

Por fim deixo falar um mestre da palavra e do silêncio, a quem fazemos muito bem em ouvir sempre:


Escutatória

Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos... Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia e que de tão linda nos faz chorar. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


Meditação é o caminho.
Aproveite e começe já!
http://www.youtube.com/watch?v=UY6o3U5GVSs