Só posso dizer que to curtindo mooooooooooooooooooooiiiitooooo!
Beijos meus e ronronado da Lolita!

VIVER
Carlos Drummond de Andrade
Mas era apenas isso,
era isso, mais nada?
Era só a batida
numa porta fechada?
E ninguém respondendo,
nenhum gesto de abrir:
era, sem fechadura,
uma chave perdida?
Isso, ou menos que isso,
uma noção de porta,
o projeto de abri-la
sem haver outro lado?
O projeto de escuta
à procura de som?
O responder que oferta
o dom de uma recusa?

As mulheres-fadas, mulheres-lobo, mulheres-pássaro - as bruxas como são mais conhecidas – podem, para os íntimos, ser uma benção ou uma maldição. Você já teve alguém assim perto de você?
Se não, precisa conhecer.
Primeiro exaltarei as maravilhas de ser e ter uma bruxa na vida.
Monotonia não existe perto de uma mulher-lobo, para elas o mundo todo é encantado. Quando chove, correm para banhar-se nos pingos com o mínimo de roupa que for possível; se é noite, passam horas admiradas com as estrelas, com a lua, de quem são velhas amigas.
Se ficam tristes, comem chocolate, tomam sorvete, porque não são escravas de nada, menos ainda da estética imposta ao corpo feminino; têm longos cabelos porque são seus véus e o encanto da sereia, o mistério da cigana.
Se estão felizes gargalham alto, dançam, rodopiam.
Amam e odeiam na mesma intensidade, e não se arrependem de nada. Mas mudam de opinião se preciso, pois tudo no mundo muda. E elas sabem muito bem sobre as marés.
Se você não tem uma mulher-fada perto de você, corra atrás dessa dádiva! Elas dão sorte, alegria, intensidade, razão de ser do mundo e das coisas.
Eu não brinco quando digo isso.
Porque mulheres bruxas não são para brincadeiras.
Elas podem ser más como é a natureza quando desrespeitada. São fúrias. Se são água, alagam, minam, dissolvem até a carne; se são fogo, consomem sem perdão, se alastram queimando, transformam tudo em cinzas; se são terra, engolem, sufocam, soterram, pesam, deixando somente escombros; se são ar, de nada adianta fugir, pois estão em toda parte, até dentro de você, se sopram com fúria ou constância, pouco importa, o fim é o precipício.
Mulheres-pássaros são livres, mulheres-lobos são selvagens, mulheres-fadas não pertencem a um único mundo...


